TVI incentiva violência doméstica!!
Pois é, na falta de noticias sobre desgraças, a TVI promove violência doméstica, ao colocar um concerto do Tony Carreira à mesma hora de um jogo do Mundial de Futebol na tarde de Domingo.
Não perca no Jornal da noite de hoje o resultado!
Barra de Sabao Azul
Um Blogue sem pretensões que não sejam o desabafo
Segunda-feira, 14 de Junho de 2010
Terça-feira, 8 de Setembro de 2009
Como ter todos os seus correios num só?
Importar de contas do Yahoo!, Hotmail, Sapo, ou de outros webmails ou contas POP3
Muito fácil:
Ligar o gmail
Ir a definições
Separador contas e importação
Importar correios e contactos
Escrever o nome do correio que queremos importar e carregar em Continuar
Inserir palavra passe e Continuar
Agora aparecem as opções de importação, seleccionar as caixas que pretendem (eu costumo deixar sempre uma copia no servidor original)
Carregar no botão para fazer importação
Ok
E já esta!
Eu utilizo isto para quando não estou em casa ou me esqueci da pen drive e assim só preciso de ir ao Google uma vez para ver todas as contas de correio que tenho.
Funciona com a maioria dos provedores de correio electrónico, mas podem consultar a lista completa em http://ping.fm/JAUVC no fundo da página.
Domingo, 6 de Setembro de 2009
Cinema: Skellig, um filme surpreendente, adaptado do romance premiado de David Almond pela realizadora britanica Annabel Jankel, que tinha apenas realizado 2 filmes para cinema (D.O.A. com Dennis Quaid e Meg Ryan em 1988 e Super Mario Bros (!) em 93. Um filme realmente surpreendente, que ao principio nos pode enganar, parecendo apenas mais uma banal produção europeia, mas na sua aparente simplicidade é de facto uma obra prima que nos prende ao ecra. A interpretação do jovem promissor Bill Milner de 14 anos (Son of Rambow, Is Anybody There?, Pop Art) é o ponto central de todo o filme, suportado por um consistente Tim Roth, e cuja interacção entre ambos é de ma inocência surpreendente no panorama cinematográfico actual. Recomendo vivamente que vejam o filme e também que leiam o livro. Apesar de não ser um filme para 5 estrelas de classificação, ficamos com a sensação de que 4 é pouco, para uma obra que na simplicidade dos seus processos chega muito perto da perfeição.
http://ping.fm/ti8MC
Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
Estudo revela que reutilização de instrumentos por chimpanzés pode dar pistas sobre primeiros hominíneos
Uma investigadora portuguesa que estuda os comportamentos dos chimpanzés em habitat natural considera que a reutilização dos mesmos instrumentos por esses primatas não humanos pode dar pistas sobre as tecnologias usadas pelos primeiros hominíneos.
Num estudo publicado na revista "Animal Cognition", a primatóloga Susana Carvalho afirma que os chimpanzés têm preferências individuais pelas pedras que usam como bigornas e martelos para partir nozes, reutilizando-as sistematicamente, como provam marcas de uso muito evidentes.
"Este novo artigo resultou da continuação do trabalho realizado na Guiné-Conacri sobre a arqueologia de chimpanzés, para tentar perceber quais poderão ser os factores que estão na origem da emergência das tecnologias em humanos e não humanos", disse a investigadora à Lusa.
O interessante, salienta Susana Carvalho, foi "verificar pela primeira vez que os chimpanzés não só utilizam estas ferramentas de pedra diariamente na Guiné, mas também as reutilizam preferencialmente, ou seja, têm preferências individuais pelos seus próprios quebra-nozes".
Provam-no as marcas de uso deixadas nas ferramentas - do mesmo tipo das que se encontram nas escavações arqueológicas e são normalmente associadas à possibilidade de reutilização sistemática das mesmas ferramentas - e "uma espécie de sentimento de posse", já que não deixam os outros indivíduos utilizá-las, sublinhou.
Na perspectiva da investigadora, tratar-se-ia de "um pequeno passo evolutivo que não é visível nos registos arqueológicos, em que a emergência do sentimento de posse das ferramentas e a reutilização dos mesmos pares de ferramentas pode ter originado os primeiros eventos acidentais de produção de outras ferramentas, neste caso as lascas muitas vezes produzidas quando os chimpanzés partem nozes".
Num estudo anterior publicado na revista "Nature", a equipa internacional em que Susana Carvalho trabalha propôs o alargamento da arqueologia ao estudo das ferramentas usadas pelos primatas não humanos e a criação de uma nova disciplina dedicada à evolução nessa área.
Na óptica destes investigadores, essa nova disciplina, a Arqueologia de Primatas, é essencial para conhecer melhor as origens e evolução das tecnologias e da cultura material e a importância do uso das ferramentas na ordem primatas.
Susana Carvalho está a fazer o doutoramento na Universidade de Cambridge (Reino Unido) em Primatologia (arqueologia de chimpanzés), mas mantém a sua ligação ao Centro de Investigação de Antropologia e Saúde do Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra, onde a professora Eugénia Cunha é sua co-orientadora e mentora.
Como trabalho de campo para o doutoramento, acabou de chegar de uma estada de oito meses em Bossou, na República da Guiné, onde estuda a utilização das ferramentas de pedra pelos chimpanzés para partir nozes, comparando-a com as primeiras indústrias de pedra conhecidas dos primeiros hominíneos que viveram no Plio-Pleistoceno (há 2,6 milhões a 1,5 milhões de anos).
A comunidade de chimpanzés de Bossou é única no mundo, porque estes são os únicos que utilizam martelos e bigornas de pedra transportáveis, o que pode mais facilmente originar o desenvolvimento desta tecnologia rudimentar.
in, http://ping.fm/9Ty3Q
Domingo, 30 de Agosto de 2009
Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009
Depois de me ter registado nao percebia o interesse do Twitter. Afinal já havia o msn para falar e os fedds para saber as novidades dos meus sites favoritos.
Mas afinal já descobri um boa utilidade (pelo menos para mim): como passo muito tempo na net muitas vezes vou ter a sitios interessantes, ode vou querer ir mais tarde para explorar melhor. Ora se não estou no meu pc em casa ou no meu portatil a soluçao até agora era ou escrever os links num papel, correndo o risco de perder o papel, ou como quase sempre fazia, enviar um e-mail para mim mesmo! Agora simplesmente copio o link, colo no meu twitter e já esta! simples , rápido e eficaz!
Depois de me ter registado nao percebia o interesse do Twitter. Afinal já havia o msn para falar e os fedds para saber as novidades dos meus sites favoritos.
Mas afinal já descobri um boa utilidade (pelo menos para mim): como passo muito tempo na net muitas vezes vou ter a sitios interessantes, ode vou querer ir mais tarde para explorar melhor. Ora se não estou no meu pc em casa ou no meu portatil a soluçao até agora era ou escrever os links num papel, correndo o risco de perder o papel, ou como quase sempre fazia, enviar um e-mail para mim mesmo! Agora simplesmente copio o link, colo no meu twitter e já esta! simples , rápido e eficaz!
Domingo, 16 de Agosto de 2009
Quinta-feira, 23 de Julho de 2009
Sábado, 30 de Agosto de 2008
“O BARBEIRO DAS CASA NOVAS”
A história de vida que vos apresento a seguir foi elaborada a partir da vida de um homem nascido em 1937, residente nas Casas Novas, próximo da cidade de Coimbra. Actualmente com 71 anos encontra-se reformado, mas continua como sempre a exercer a profissão de barbeiro. Contador de histórias ímpar, exerce uma actividade que se encontra rapidamente a desaparecer, nestes moldes tradicionais e que importa registar.
Tornar-se barbeiro
Filho de “gente da terra”, das Casas Novas, onde ainda vive, cresceu com as tropelias próprias de um tempo onde “quem tinha uma bicicleta e uma samarra para o Inverno, tinha luxo”. A sua profissão oficial foi de electricista na CP, onde trabalhou toda a vida, tendo a sorte de ser destacado primeiro para a Figueira da Foz em 1959, e mais tarde em 1969 para Coimbra, o que lhe permitia vir sempre a casa e deste modo “prosseguir com os biscates na barbearia, para ganhar mais algum, porque a vida era difícil”. O ofício de barbeiro, como gosta de lhe chamar, já o exercia antes de trabalhar na CP e ainda hoje o exerce. É o barbeiro da terra, onde gerações inteiras e as descendentes cortaram e cortam barba e cabelo. Tem a barbearia, num anexo de sua casa, uma divisão pequena, com o cadeirão de barbeiro e três cadeiras para clientes.
“Aprendi barbeiro de pequenino e aos dezoito anos já trabalhava sozinho”.
Fala de um tio, que tinha duas filhas, e de como ele “engraçou” com uma delas e não saia de casa do tio. “Ele era barbeiro e eu aprendi com ele” de modo a poder ter um motivo para ficar por perto da filha do barbeiro. Conta que passado um certo tempo de andar “ de volta da filha” o tio começou a falar-lhe mal e que um dia lhe disse um provérbio que ele nunca esqueceu: “ o tempo perguntou ao tempo: ao tempo que tempo tens? E o tempo lhe respondeu: atrás de tempos tempo vem. E o tempo perguntou ao tempo: ao tempo que tempo tinhas? E o tempo lhe respondeu: atrás de tempos tempo vinhas”. Queira isso dizer que ele tinha muito tempo para namorar com a filha, se fosse o caso. Diz-nos também que este tio “gostava da pinga” e um dia, sem razão, zangou-se com ele, deu-lhe um soco e “ pôs-me na rua”. Ao chegar a casa, o pai dele quis saber o que acontecera e em seguida foi pedir satisfações e “ andaram os dois á porrada e tudo”. Conta que a mãe no dia a seguir foi de manha cedo á serração mandar fazer uma cadeira de barbeiro, “que antigamente eram de madeira, não era nada como esta”, referindo-se á que tem na barbearia. A mãe, continua ele, deu-lhe dinheiro para ele ir comprar tudo o precisava para se estabelecer por conta própria e lhe disse: “ deixa estar que ainda te vais rir dele! “. Foi á cidade, comprou duas máquinas manuais, que ainda guarda, pentes, tesoura, pincel e claro, a navalha. Conta que como o tio era “amigo do copito” os clientes passaram quase todos para ele, o que levou a que o tio tivesse de se rebaixar e tentar fazer um acordo com ele, de modo a não perder a clientela toda. Combinaram então que ele fecharia 4ªs e 6ªs e que ia nesse dias para casa do tio ajudar. “ Eu queria era ir para lá para ao pé da cachopa”. Diz que durante uns tempos até correu bem, mas um dia o tio voltou a beber e bateu-lhe e a partir daí ele ficou só por conta própria. Isto também fez que a possível história de amor nunca chegasse a acontecer.
“Antigamente era mais difícil”, diz, contando que tinha muitos clientes avençados, que pagavam um alqueire de milho por ano, mas esses clientes não eram atendidos aos sábados, pois “ aos sábados era só para quem pagava em dinheiro. Na altura das colheitas, corria a terra com uma carroça, para receber o pagamento das avenças, actividade com que terminou por já não dar lucro.
continua...
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