sexta-feira, 30 de janeiro de 2004
" O peixe só é peixe quando está no barco "
- Olho!
Vejo as cores da Pátria, o branco da parede ( e do Barney), o castanho da mobilia, o verde da esperança do mundo acabar, o vermelho do sangue que quero derramar...Nunca a morte desejei! Até então. Imaginei o calor do seu sangue nas minhas mãos, as varias formas de o fazer. Ou então algo pior que morte...a vergonha, a desgraça. Tudo pensado, pessoas, telefones, moradas...tudo á espera do meu sinal: a morte ou a desgraça? A vingança seria um pobre consolo.
A morte ( minha ). Talvez a pior coisa que lhe pudesse fazer. Mas com os Media, algo grande e demorado, para toto o pais saber que o fiz por estar enamorado.
Morto já eu estou.
O que era querido e amoroso passa a incómodo e pouco apetitoso : Insultas-me!
A gota que faltava..
De todas as almas, logo tu! - A Dor...
- Ouço!
O zumbido que ninguem ouve excepto tu! O riso, os sons, os bocejos, os gracejos, os traquejos, tudo!
O som da morte em forma de metal. Rápido como Mercurio, como o trovão...BANG!
Calo-me para ouvir os amigos...
Nada ouço...
.... Nunca...
E pensar que fora deitei a vida por tal ser, as ambições, os estudos, tudo! E pensar que sou estupido o suficiente para para não me arrepender. Só me arrependo do que não fiz! Importância no mundo, talvez.
- Sinto!
Nada
Tento não sentir ( mas é dificil )
Já morri! mas continuo a morrer. Desta vez de morte lenta.
Quem me tira desta jornada, quam me salva de morte lenta?
- Olho!
e já não vejo a minha vida. Apenas sonho.
E o sonho não comanda a vida. O sonho de ser alguem, de ser ouvido, de ser visto, de ser notado, não pelo mundo, mas pelo meu mundo. Porque ninguem vê o que faço? Porque mais que me esforçe ninguem nota! Porque não escutam o que digo? Porque ninguem vê que choro?
Talvez porque não o faça...mas quero fazer! Porque me cortam as asas? Quero voar! Quero sair desta morte lenta, quero ter uma vida, com pessoas que me notem quando não estou, que sintam a minha falta. Peço assim tanto? Não quero nada demais: Deixem ser humano.
Quase pousei a caneta. A tentar refrear os sentimentos. Sinto a vir aquela atitude defensiva de " que se lixe", " tou-me a cagar", " Azar! ", etc, mas que é tudo fachada e bate como uma facada
Mais uma! Para ajudar na minha morte lenta.
Se toda a gente desaparecesse no mundo a minha solidão não aumentava muito. Mas podia ir a todas as lojas, bares e cinemas - sozinho claro,
Como sempre!
ADEUS MUNDO!
( até amanha...)
obrigado por notares
( texto escrito nos primeiros meses de 1999)
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário