sábado, 19 de junho de 2004
Em busca dos sonetos perdidos
Esta semana tive mais uma vez com a velha problemática de comprar uma prenda de aniversário. Já repararam como as prendas de hoje em dias se estão a banalizar? Talvez seja eu que continuo um puto, como diz a minha manita tantas vezes, mas parece que as pessoas perderam o interesse e compram coisas já por obrigação e não por acharem que realmente determinada coisa é ideal para aquela pessoa. Normalmente é o CD de musica da moda, ou o tal perfume que toda a gente usa e acabamos com 2 ou 3 CD's iguais ou a cheirar ao mesmo durante 5 anos.
Eu costumo apenas comprar quando realmente sei o quero dar ás pessoas. Se não encontrar, não dou. Acho melhor do que ser mais um carneiro no meio da multidão.
Em termos de escolhas e aconteceu isso mais uma vez, costumo quando em dúvida oferecer livros, mas não os do Paulo Coelho, as biografias de treinadores ou o argumento do Blockbuster do momento. Apenas compro livros que já li, ou que estou a planear ler assim que der tempo. Desta vez fui á procura de um determinado livro para oferecer á aniversariante, mas ao chegar á secção de poesia portuguesa, encontrei espanhois, chilenos, franceses, enfim quase tudo menos portugueses. Chamei a menina para me ajudar e o tal livro que queria não havia em lado nenhum. " Sabe, poesia portuguesa não tem muita saída, por isso só costumamos ter por encomenda" disse a prestavél menina. Acabei por trazer uma obra que gostei bastante de ler e que que acho que vai ser uma boa leitura para a pessoa em causa. Mas não pude oferecer poesia portuguesa, porque aqui em Portugal "não tem muita saída".
A caminho de casa vejo bandeiras e mais bandeiras. Mas lá dentro será que conhecem Camões?
VIVA O EURO!
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