Do fundo da gaveta
A luz bate na escuridão dos meus olhos
Fere a vista, fera a alma, soltam-se as lágrimas
NÃO! tudo está calmo e a noite está clara
Ouço os cães, acorrentados, a uivar ao luar
Não ouço meu coração, pois alguém o ousou quebrar.
Troça de mim o Destino, faz de mim bobo
Faz-me andar sem caminho numa jornada de tolo.
E pensar que não morri ao saber que o Sol já não brilha para mim.
Afinal, morto já eu estou.
(...)
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