segunda-feira, 20 de dezembro de 2004

Escreveu a nossa saudosa mas não ausente Maria,

"Ninguém vive só... Mesmo as estrelas do céu cantam juntas, As àguas do oceano se espraiam ao mesmo tempo, E as lágrimas vêm sempre juntas aos sorrisos...

Ninguém vive só...

Enquanto os grãos de areia do deserto

Dançam em uíssono, no bailado da brisa,

As ervas verdejantes dormem juntas,

e os pássaros aderem à revoada...

Ninguém vive só...

Mesmo as pedras procuram os caminhos

porque os caminhos tem sempre homens...

E as flores procuram o jardim,

porque os jardins tem sempre esperanças...

Mesmo o perfume procura flores,

porque as flores encerram ilusões...

Ninguém vive só..

E nesta grande harmonia de conjunto,

Neste quase inimitável poema de sociabilidade,

Procruremos situar-nos como homens,

abandonando a idéia do "eu" do individualismo, do egoismo

e aderindo à rima do "nós"."

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