Escreveu a nossa saudosa mas não ausente Maria,
"Ninguém vive só... Mesmo as estrelas do céu cantam juntas, As àguas do oceano se espraiam ao mesmo tempo, E as lágrimas vêm sempre juntas aos sorrisos...
Ninguém vive só...
Enquanto os grãos de areia do deserto
Dançam em uíssono, no bailado da brisa,
As ervas verdejantes dormem juntas,
e os pássaros aderem à revoada...
Ninguém vive só...
Mesmo as pedras procuram os caminhos
porque os caminhos tem sempre homens...
E as flores procuram o jardim,
porque os jardins tem sempre esperanças...
Mesmo o perfume procura flores,
porque as flores encerram ilusões...
Ninguém vive só..
E nesta grande harmonia de conjunto,
Neste quase inimitável poema de sociabilidade,
Procruremos situar-nos como homens,
abandonando a idéia do "eu" do individualismo, do egoismo
e aderindo à rima do "nós"."
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