quinta-feira, 3 de novembro de 2005
Tentações e Musas
Quando estou algum tempo sem escrever, como tem sido o caso, dou por mim a pensar nos motivos da falta de inspiração. Mas posso começar antes por pensar na forma como escrevo sempre que venho aqui á Barra. Se não estiver a copiar um texto que ja escrevi anteriormente, podem acontecer duas coisas distintas: ou tenho já uma ideia na cabeça, que desenvolvo e no final procuro um titulo adequado, ou como hoje tenho um titulo e divago a partir daí.
Uma vez, era eu mais inocente, disse que a dor era a minha musa, pois era a partir de acontecimentos dolorosos que me vinha a necessidade incontrolavel de escrever. Mas depois vi que assim não era. Acontecia que a necessidade de escrever nunca passava, apenas era agravada com as emoções fortes.
Será que é isso que os verdadeiros escritores chamam de musa? A causa maior que nos impede de ficar sem escrever ou criar?
Já tive varias musas, mas acho que tudo se resume numa frase que ouvi uma antropologa dizer, que o Ser Humano tem a incapacidade de permanecer aborrecido.
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